Em Portugal, quem emigra são os mais enérgicos e os mais rijamente decididos. E um país de fracos e de indolentes padece de um prejuízo incalculável, perdendo as raras vontades firmes e os poucos braços viris. Em Portugal a emigração não é, como em toda a parte, a transbordação de uma população que sobra, mas a fuga de uma população que sofre. Não é o espírito de actividade e de expansão que leva para longe os nossos colonos, como leva os ingleses à Austrália e à India, mas a miséria que instiga a procurar em outras terras o pão que falta na nossa.
Em Portugal a emigração, tomando o rumo dos países estranhos, contraria a necessidade urgente de regularizar interiormente uma emigração de província a província.
Em Portugal a emigração não significa ausência – significa abandono.
Uma Campanha Alegre










