Eça Sobre o Corpo


Nunca como hoje, sob o domínio da democracia, se desprezou, se deteriorou o corpo humano. Não é com a intenção mística daquela santa que cortou o nariz para aniquilar as glórias mortais da sua beleza! Não! Hoje mais do que nunca se glorifica a beleza e o corpo é o fim supremo. Somente não se aceita o corpo que a natureza dá – e procura-se aquele que se vende nas modistas. Ah! Onde estão os tempos em que a beleza era como uma santidade, em que a vida toda era uma educação e idealização do corpo! Em que se erguiam estátuas às nudezas maravilhosas!

Uma Campanha Alegre

 

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