Existe no fundo de cada um de nós, é certo – tão friamente educados que sejamos – um resto de misticismo. E basta às vezes uma paisagem soturna, o velho muro de um cemitério, um ermo ascético, as emolientes brancuras de um luar, para que esse fundo místico suba, se alargue como um nevoeiro, encha a alma, a sensação e a ideia, e fique assim o mais matemático ou o mais crítico, tão triste, tão visionário, tão idealista como um velho monge poeta.
Singularidades de uma Rapariga Loira










