Patricia Highsmith

Patricia-Highsmith-271x350Viveu entre 1921 e 1995. Romancista e contista, conhecida sobretudo pelos policiais de cariz psicológico, onde se incluem os cinco romances dedicados à personagem de Tom Ripley. Ao longo da carreira, que durou quase 50 anos, escreveu 22 romances e inúmeros contos. O seu trabalho deu origem a mais de 24 adaptações para séries e filmes. A sua escrita foi em parte influenciada pela literatura existencialista, questionando aspectos como a identidade e a moral. O romancista Grahan Greene apelidou-a de «poeta do cepticismo».

O seu primeiro romance, O Desconhecido do Norte Expresso, sofreu diversas adaptações para Teatro e Cinema, sendo uma das mais famosas a da autoria de Alfred Hitchcock em 1951. O seu romance de 1955, «O Talentoso Mr. Ripley», foi também adaptado várias vezes para Cinema, Teatro e Rádio. Sob o pseudónimo «Claire Morgan», Highsmith publicou também o primeiro romance lésbico de final feliz – «O Preço do Sal» – no ano de 1952, obra republicada 38 anos depois com outro título – «Carol» – e transformada depois num filme, em 2015.

 

Highsmith, ou Mary Patrícia Plangman, nasceu em Fort Worth, Texas. Foi a única filha do casal de artistas Jay Bernard Plangman (1889-1975), que tinha ascendência alemã e Mary (Coates) Plangman (1895-1991). O casal divorciou-se dez dias antes do nascimento da bebé.

Em 1927, Patrícia, a mãe e o pai adoptivo, o artista Stanley Highsmith, com quem a mãe casara em 1924, mudaram-se para Nova Iorque. Ao completar 12 anos, Highsmith foi reencaminhada para Fort Worth, vivendo com a avó durante um ano. A autora recorda esse período como «o mais triste da sua vida», considerando-se «abandonada» pela mãe. Acaba por regressar a Nova Iorque e à companhia da mãe e do padrasto, vivendo em Manhattan mas também na zona de Queens.

De acordo com Highsmith, a mãe ter-lhe-á confessado a sua tentativa de abortá-la através da ingestão de um produto químico, embora uma biografia posterior declare ter sido Jay Plangman quem procurou convencer a mulher a fazer o aborto, acto que esta terá recusado. Highsmith nunca conseguiu resolver esta relação de amor/ódio com a mãe, situação que a perturbou para sempre e que ela transportou para a ficção no conto «The Terrapin», onde se descreve a história de um jovem que esfaqueia mortalmente a progenitora. A mãe de Highsmith faleceu somente quatro anos antes da filha, com a idade de 95 anos.

Foi a avó da autora quem a ensinou a ler muito cedo, tendo Patrícia dado bom uso à vasta biblioteca da idosa. Logo com nove anos, descobriu algumas semelhanças entre a sua vida e alguns casos freudianos.

A grande maioria dos romances da escritora têm como cenário Greenwich Village, onde esta viveu durante algum tempo, sobretudo nos anos 40. Em 1942, Highsmith licenciou-se em Literatura Inglesa, Dramaturgia e Técnicas Narrativas. Logo em seguida, apesar de recomendações de «pessoas influentes», tentou sem sucesso obter trabalho em publicações como a «Harper’s Bazaar», «Vogue», «Mademoiselle», «Good Housekeeping», «Time», «Fortune», ou «The New Yorker».

Por fim, à conta de uma sugestão de Truman Capote, foi aceite num retiro de escritores durante o Verão de 1948, contexto que lhe permitiu trabalhar no seu primeiro romance, O Desconhecido do Norte Expresso.

A autora viu-se obrigada a lidar com ciclos depressivos, alguns graves, ao longo da vida. Apesar de ter obtido sucesso literário, confessou a dada altura no seu diário, corria o ano de 1970:

Por estes dias sou uma pessoa cínica, de certa forma rica…solitária, deprimida e completamente pessimista.

Ao longo dos anos padeceu de várias problemas de saúde, onde se contam descompensações hormonais, anorexia nervosa, anemia crónica, gangrena e cancro pulmonar.

De acordo com biógrafos, a sua vida privada foi «tormentosa». Tinha problemas com o álcool, nunca foi capaz de manter um relacionamento estável e era vista pelos pares e conhecidos como uma misantropa, dona de um temperamento hostil. O alcoolismo crónico agravou-se com o passar dos anos.

Era conhecida a sua preferência pelos animais, tendo mesmo declarado numa entrevista de 1991:

Escolho viver sozinha porque a minha imaginação funciona melhor quando não sou obrigada a falar com pessoas.

Otto Penzler, o seu editor americano durante algum tempo, conhecia a autora desde 1983 e quatro anos depois testemunhou um conjunto de comportamentos caóticos em jantares e reuniões sociais, com o claro objectivo de arruinar os eventos e criar confusão. Acabaria por confessar, após a morte da escritora:

Era uma pessoa má, cruel, difícil, incapaz de amar ou deixar-se amar…nunca fui capaz de entender o que levava um ser humano a ser tão odioso, durante tanto tempo. Os livros, no entanto, eram fantásticos.

Outros amigos e conhecidos, porém, partilham diferentes opiniões acerca da autora. O editor Gary Fisketjon, que publicou os seus derradeiros trabalhos, esclarece:

Era de facto muito rude e difícil…mas também era directa, com um humor incisivo e de certa forma uma companhia divertida.

O compositor David Diamond, tendo-a conhecido em 1943, via nela «uma pessoa bastante deprimida – penso que muitos procuram entendê-la socorrendo-se de carimbos como ‘fria’ ou ‘reservada’, quando na verdade tudo aquilo era uma consequência da depressão».

O autor J. G. Ballard, por outro lado, considera:

A autora de O Desconhecido do Norte Expresso e «O Talentoso Mr. Ripley» revelava-se tão exótica e escorregadia quanto as suas personagens, não tendo pudores em admitir isso em público.

A argumentista Phyllis Nagy, que adaptou o livro «O Preço do Sal» em 2015 transformando-o no filme «Carol», conheceu Highsmith em 1987 e as duas ficaram amigas até à morte da escritora. Nagy afirma que Patrícia era «muito querida», tendo-a encorajado enquanto jovem escritora e revelado ser «muito divertida».

Nunca se livrará, no entanto, da fama de «lésbica com uma veia misógina».

Highsmith adorava gatos e tinha uma criação de caracóis (cerca de 300) no jardim da sua casa, em Suffolk, Inglaterra. Certa vez, deslocou-se a uma festa londrina com uma «mala enorme» que continha «uma alface e 100 caracóis», que ela apresentou como «os seus acompanhantes».

Revelava também interesse pela carpintaria, tendo mesmo construído algum mobiliário. Pode ser considerada uma trabalhadora compulsiva. Apesar do seu grande sucesso literário, sobretudo fora dos EUA, Highsmith valorizava muito a sua vida privada.

Escreveu contudo em diários a vida inteira, tendo deixado para trás mais de 8000 páginas de relatos.

Na vida adulta, os seus relacionamentos amorosos foram quase todos com mulheres. Envolveu-se esporadicamente com homens, mas nunca devido a um desejo físico, tendo dito a propósito:

O rosto masculino não me atrai, não me parece belo. Tentei gostar de homens e em geral gosto muito mais de homens do que de mulheres, excepto na cama.

Descreve as experiências sexuais com homens da seguinte forma:

Expressões rígidas e a sensação de estar a ser violada no sítio errado, que escalava muitas vezes para algo perto do vómito ou da diarreia. Se estas palavras são desagradáveis de ler, garanto que os momentos associados foram ainda piores.

A amiga Phyllis Nagy explica que Patrícia era «uma lésbica que não gostava de estar com mulheres» e as poucas experiências que teve com homens serviram apenas para verificar «se era capaz de estar com eles a esse nível, já que os preferia em tudo o resto».

Em 1943, Highsmith teve um caso com a artista Allela Cornell que acabará por se suicidar, em 1946.

Durante a estadia no retiro de escritores, a autora conheceu o colega Marc Brandel, filho do conhecido autor J.D. Beresford. Apesar de esta confessar a preferência sexual, envolvem-se romanticamente. Este convida-a para uma estadia em Provincetown, Massachusetts, onde conhece Ann Smith, pintora e designer, com um passado de modelo na «Vogue». Surge um caso entre ambas. Depois desta partir, Highsmith passou a sentir-se «aprisionada» com Brandel e anunciou-lhe que preferia ir-se embora. «Como é a despedida tenho de dormir com ele e só o facto de ser a última noite me dá forças para aguentar». Patrícia nunca lhe prometeu exclusividade e acabará mesmo por se arrepender de tudo. Separam-se durante algum tempo e esta continuou a envolver-se com diferentes mulheres. Dá-se contudo uma reconciliação depois de Brandel publicar um novo livro, com sucesso.

Em finais de 1948, Highsmith sujeita-se a um período de psicoterapia, situação que prolongará durante seis meses, numa tentativa de «curar a sua sexualidade» e poder casar com Brandel. Acaba no entanto por cancelar os tratamentos e pouco depois termina também o relacionamento.

Depois disto, terá um caso com a psicoterapeuta Kathryn Hamill Cohen, mulher do editor Dennis Cohen, que mais tarde lhe publicará O Desconhecido do Norte Expresso.

De modo a conseguir pagar as sessões bi-semanais de terapia, Highsmith tinha arranjado um emprego de vendedora na secção de brinquedos do Bloomingdale’s, ao longo da época de Natal. Ironicamente, é durante esta tentativa de «curar» o lesbianismo que a autora ganha inspiração para escrever o romance semi-autobiográfico «O Preço do Sal», no qual duas mulheres se conhecem numa loja e depois se envolvem num romance tórrido.

Em meados de 1951, envolve-se com a socióloga Ellen Blumenthal Hill, fazendo constantes viagens à Europa para poder estar com ela. Quando se reencontram em Nova Iorque, já em 1953, a relação estava «num estado frágil», pelo que Highsmith começou outro caso «impossível» com o fotógrafo alemão Rolf Tietgens, que era homossexual e fazia parte da sua rede de contactos desde 1943. Aparentemente, sentiu-se atraída por ele devido à sua homossexualidade, confessando que «era como estar com uma mulher ou com um homem demasiado inocente». A autora acabará por dedicar-lhe o livro «As Duas Faces de Janeiro».

Entre 1959 e 1961, Highsmith esteve apaixonada pela escritora Marijane Meaker. Esta escrevia histórias de lesbianismo, mistério/suspense e juvenis, cada género com um pseudónimo diferente.

No final dos anos 80 e após 27 anos de separação, Highsmith começou a corresponder-se com Meaker outra vez. Um dia, deslocou-se a casa dela bastante ébria e vociferando um discurso amargo. Esta revela-se chocada com a radical mudança de personalidade de Patrícia.

Segundo consta, Highsmith sentia-se quase sempre atraída por mulheres privilegiadas, habituadas a serem tratadas com deferência. Fazia parte de um certo «sub-grupo» de lésbicas, gostando de equiparar os seus relacionamentos à imagem do «homem-forte de Hollywood, que procura seduzir jovens estrelas». Muitas delas ficarão amigas da autora, confirmando os boatos acerca das tentativas de sedução.

Embora preservasse ao máximo a sua privacidade em geral, Highsmith era espantosamente sincera e reveladora no que diz respeito à sexualidade, tendo afirmado a certa altura:

A única coisa que nos distingue dos heterossexuais é o que fazemos na cama.

Highsmith era uma ateia convicta. Apesar de se considerar uma liberal e de ter mantido amizade com colegas de raça negra durante os estudos, nos últimos anos de vida considerava que a comunidade afro-americana era responsável por muitos dos problemas que afectavam a Segurança Social nos EUA. Também não morria de amores por coreanos, porque segundo ela «comiam cães».

A escritora era ainda uma apoiante convicta da causa palestiniana, situação que de acordo com amigas próximas «se aproximava perigosamente do antissemitismo». Já na década de 80, sediada na Suíça, escreveu inúmeras cartas para instituições governamentais e diferentes jornais, criticando sem freio o Estado de Israel e a perniciosa «influência» dos judeus. Apesar disso, na esfera privada, muitos dos seus interesses amorosos e amizades duradouras eram de origem judia.

Na política, descrevia-se como social-democrata. Defendia os ideais democráticos americanos e a «promessa» identificável no percurso histórico dos EUA, mas era também uma crítica implacável da realidade do país ao longo do século XX, sobretudo a nível cultural e de política externa. Algumas das suas obras eram notoriamente anti-americanas e a autora não se coibia de pintar com frequência um quadro deveras negativo do seu país natal.

A partir de 1963, passou a residir em definitivo na Europa. Manteve contudo a cidadania americana, ainda que isso a prejudicasse nos impostos, situação de que muito se queixava. Viveu bastantes anos em França e depois na Suíça.

Associou-se a escritores como Gore Vidal, Alexander Cockburn, Noam Chomsky e Edward Said no apoio à causa palestiniana. Enquanto membro da Amnistia Internacional, sentia-se compelida a expressar em público a sua oposição ao desalojamento desse povo. Chegou mesmo a proibir a venda dos seus livros em território israelita a partir de 1977. Dedicou o seu romance de 1983, «Gente que Bate à Porta», ao povo palestiniano:

Dedicado à coragem do Povo Palestiniano e dos seus líderes, à sua luta para recuperar uma parte da sua terra natal. O conteúdo deste livro não está em nada relacionado com tal questão.

A inscrição foi retirada da edição americana, com a autorização do editor mas sem o consentimento da autora.

Highsmith fazia doações ao Comité Judaico para o Médio Oriente, uma organização criada em 1988 para representar cidadãos americanos de origem judia que defendiam a retirada do apoio americano a Israel. Comenta, em 1993:

Os EUA podiam poupar 11 milhões por dia se fechassem a torneira a Israel. O voto judaico vale apenas 1%.

Depois da Faculdade e antes dos contos começarem a ser publicados, Highsmith escrevia histórias para livros de BD, entre 1942 e 1948, alternando residência entre Nova Iorque e o México. Começou por responder a um anúncio para um trabalho que a colocava numa equipa composta por quarto artistas e três outros escritores. Contudo, depressa descobriu que lhe era mais rentável fazer o mesmo trabalho em regime independente, contexto que lhe deixava mais tempo livre para os livros e lhe permitia passar temporadas no México. Este primeiro trabalho foi o único emprego tradicional que alguma vez teve.

Aquando da criação do romance «O Talentoso Mr. Ripley» (1955), uma das primeiras vítimas do protagonista é um artista de BD chamado Reddington.

O primeiro romance da autora, O Desconhecido do Norte Expresso, passou quase despercebido logo após a publicação, em 1950, mas a adaptação para filme por parte de Alfred Hitchcock, no ano seguinte, acabou por ser-lhe favorável.

O segundo romance, «O Preço do Sal», foi publicado em 1952 sob o pseudónimo «Claire Morgan». Highsmith recheou a obra com eventos da sua vida particular e o seu provocador e original final feliz, bem como a fuga aos tradicionais estereótipos associados ao lesbianismo transformaram-na num símbolo do género. Ainda assim, só em 1990 é que a escritora assumiu na plenitude a autoria do livro, justificando-se:

Se eu decidisse assumir a feitura de um romance sobre lesbianismo, arriscava-me a ser rotulada de autora lésbica? Era uma possibilidade, ainda que no futuro pudesse não ter qualquer interesse em escrever mais nada sobre isso. Portanto, decidi apresentar-me com outro nome.

O sucesso do livro está associado ao final feliz que concebi para o casal de personagens, ou pelo menos a sugestão dessa tentativa de final feliz. Antes, casais de homossexuais (masculinos ou femininos) em romances americanos eram sempre obrigados a pagar pelas suas escolhas, fosse cortando os pulsos, morrendo afogados em piscinas, optando pela heterossexualidade (pelo menos na aparência), ou mergulhando – sozinhos, infelizes e ostracizados – numa depressão infernal.

A edição em capa mole vendeu quase um milhão de cópias até 1990. O livro distingue-se também da restante obra da autora por ser o único sem crimes violentos e onde existem «situações sexuais explícitas» na vida de personagens que «se sentem livres para procurar a felicidade».

Em 1955, Highsmith escreveu «O Talentoso Mr. Ripley», um romance centrado em Tom Ripley, um criminoso insinuante que assassina um milionário e assume a sua identidade. Seguiram-se quatro sequelas: «A Máscara de Ripley» (1970), «O Amigo Americano» (1974), «O Rapaz que Seguiu Ripley» (1980) e «Ripley Debaixo de Água» (1991), todos acerca das tramas de Ripley enquanto vigarista e assassino em série, que sai sempre impune dos seus crimes. A série transformou-se no trabalho mais popular e lucrativo da autora.

«Sedutor, agradável e completamente amoral», Ripley transformou-se na personagem mais famosa de Highsmith.

Esta morreu em Fevereiro de 1995, com 74 anos, de complicações resultantes de um cancro pulmonar. Vivia na Suiça desde 1982.


250xRomance psicológico acerca de dois homens, cujas vidas se interligam depois de um deles propor uma «troca» de crimes. Este cumpre a sua parte do pretenso acordo, acto que provoca um conjunto de consequências fatais para ambos.

Enredo

O arquitecto Guy Haines pretende divorciar-se da sua mulher adúltera, Miriam, de modo a casar-se com o seu novo amor, Anne Faulkner. Durante uma viagem de comboio, a caminho de um encontro com a mulher, conhece Charles Anthony Bruno, um diletante psicopata que lhe propõe uma «troca de crimes»: Bruno matará Miriam se Guy matar o pai deste. Deste modo, nenhum deles verá associado a si um motivo para o crime, pelo que a Polícia não terá razões para suspeitar deles. Guy não leva aquela conversa a sério, mas Bruno acaba mesmo por matar a mulher do outro, enquanto este está ausente no México.

Bruno informa Guy do sucedido, mas este hesita em denunciá-lo às autoridades, apercebendo-se que o primeiro pode em troca apontá-lo como cúmplice. Por outro lado, quanto mais tempo mantiver o silêncio, mais se revelará conivente com tudo. A culpa implícita vai crescendo nos meses seguintes, reforçada pelas frequentes aparições de Bruno, que pressiona Guy a cumprir a sua parte do acordo. Por fim, o primeiro começa a escrever cartas anónimas e incómodas aos amigos e colegas do outro, tornando a situação insustentável. Guy acaba por matar o pai de Bruno.

À conta disso, o arquitecto deixa-se consumir pela culpa enquanto o outro procura alimentar uma amizade entre ambos, como se nada tivesse acontecido. A dada altura, aparece sem convite no casamento de Guy, provocando um escândalo. Acto contínuo, um investigador privado, que sempre suspeitou do envolvimento de Bruno na morte do pai, aproveita para estabelecer uma ligação entre os dois, deslindando a meada até à famosa viagem de comboio. Começa então a associar Bruno à morte de Miriam. Guy acaba por se tornar suspeito, ao não evitar contradições no relato sobre como conheceu Bruno.

Quando o diletante cai borda fora durante uma viagem de barco, Guy sente-se de tal forma ligado ao outro que procura salvá-lo por todos os meios, arriscando a própria vida no processo. Apesar disso, Bruno afoga-se e as investigações acabam por ser encerradas. Guy, contudo, não se consegue livrar do peso da culpa, acabando por confessar tudo ao antigo amante de Miriam. Ao contrário do esperado, o outro não condena Guy, considerando que a morte da mulher acaba por ser um castigo apropriado para a infidelidade. Porém, o antigo investigador do caso ouve a confissão do arquitecto e confronta-o. Este entrega-se imediatamente.

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